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terça-feira, 3 de abril de 2012

Comece o ano bem: Fazendo uma Viagem Missionária!

O Prebitério Centro do Recife promove a 1ª Viagem Missionária de 2012, para o Município de Lagoa do Carro (cerca de 80 Km do Recife - Zona da Mata Norte), para apoio e consolidação da Congregação Presbiteriana local.
A viagem será uma grande oportunidade de treinamento em evangelismo pessoal; organização de viagem missionária e plantação de igrejas.
Enivie um grupo de sua igreja e eles voltarão treinados e estimulados a evangelização.
As vagas limitadas! (50 pessoas)

Rev. Eraldo Gueiros

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Reflexão do Rev. Eraldo Gueiros sobre a necessidade da Evangelização

  O Tempo está passando, o que estou Fazendo?

Por Rev. Eraldo Gueiros
(Reflexão escrita em 28/03/12)
 
Essa semana fiquei pensativo com uma pergunta genial que ouvi um rapaz fazer a si mesmo: “Pastor, o tempo está passando, o que estou fazendo de realmente valioso para Deus?” Acredito que esse jovem teve a sacada do século: Ele começou a pensar na relevância das coisas que estava fazendo! Ao ouvir essa pergunta, eu o parabenizei e disse que ele estava no caminho certo para reencontrar a Vontade de Deus para a sua vida e o meio de verdadeiramente agrada-LO.
Somos uma geração de líderes muito ocupados, muito agendados, muito requisitados: Temos que preparar sermões para pregar; agenda de visitas; resolver questões administrativas; reformas e manutenção; aquisição de materiais e equipamentos; preparar mais estudos para EBD e Culto de Doutrina, ou Grupos Pequenos; sem contar com os inesperados sepultamentos; casamentos; visitas hospitalares emergenciais; reuniões de Concílios (Denominação); vida social; vida familiar, estudos pessoais; reformas da nossa casa; contas a pagar; levar e buscar as crianças na escola; a lista é interminável! Eu não seu quanto a você, mas isso está bem próximo da minha realidade!
Todas essas coisas são importantes para as pessoas que estão a nossa volta e que possuem alguma expectativa em nós; numa proporção menor, algumas dessas coisas também são importantes para nós. Mas quantas dessas coisas são realmente relevantes para o chamado que Deus em nossas vidas?
O dicionário define Relevância como algo que se mostra em relevo; que se sobressai. Para definirmos a relevância de alguma coisa, precisamos analisá-la dentro do conjunto, deixando de lado nossas preferenciais pessoais e olhando sobre a ótica do Senhor. Somente dessa forma é possível identificar aquilo que é mais importante (relevante) de ser feito para Deus em relação ao nosso chamado.
Todo chamado possui um objetivo, quando não alcançamos esse objetivo, não estamos cumprindo devidamente o nosso chamado. Quem sinceramente dedicar tempo para analisar sua agenda, naturalmente encontrará um grande número de atividades sem muita relevância que estão roubando o nosso tempo de fazermos coisas mais importantes relacionadas ao nosso chamado.
Aquele rapaz havia percebido que estava muito ocupado com “atividades de igreja”, e todas elas muito importantes para ele, mas quase nenhuma delas eram realmente relevantes para Deus. Esse processo de análise pessoal do rapaz começou com uma simples pergunta: “Quando foi a ultima vez que você resgatou uma vida para Jesus?” Não existe nada mais relevante do que esforço para livrar alguém do caminho do inferno e reconcilia-lo com Deus.
Todos nós precisamos dar essa parada estratégica pelo menos um dia por semana, para que possamos analisar nossa agenda e não permitirmos que outras atividades nos roubem o nosso tempo de fazermos aquilo que é mais relevante para Deus em nosso chamado. Olhe sua agenda, analise e seja relevante!
Uma boa semana de Evangelização para você!

terça-feira, 13 de março de 2012

A Contribuição Missionária de John Knox

   A contribuição Missionária de John Knox

‘A espada da justiça pertence a Deus, e se príncipes e governantes deixarem de usá-la, outros o farão’.

Knox era um ministro do evangelho cristão que defendia a revolução armada. Ele era considerado um dos mais poderosos pregadores de seus dias, mas apenas dois das centenas de sermões que pregou foram publicados. Ele é uma figura-chave na formação da Escócia moderna, mas só há um monumento erguido em sua homenagem neste país, e seu túmulo está embaixo de um estacionamento.
John Knox era de fato um homem de muitos paradoxos, um Jeremias hebreu estabelecido em solo escocês. Numa campanha incessante de oratória flamejante, ele buscou destruir o que achava ser idolatria e purificar a religião da Escócia.
Abraçando a causa - John Knox nasceu por volta de 1514, em Haddington, uma pequena cidade ao sul de Edinburgo. Por volta de 1529 ele entrou na Universidade de St. Andrews e continuou fazendo Teologia. Foi ordenado em 1536, mas se tornou um tabelião, e depois tutor dos filhos dos proprietários de terras locais (a nobreza inferior escocesa).
Eventos dramáticos aconteceram durante a juventude de Knox. Muitos estavam enfurecidos com a Igreja Católica, que possuía mais da metade dos imóveis e tinha uma renda anual de quase 18 vezes a da Coroa. Os bispos e padres eram freqüentemente meros indicados políticos, e muitos nunca esconderam suas vidas imorais: o arcebispo de St. Andrews, cardeal Beaton, andava abertamente com concubinas e era pai de 10 filhos.
O constante tráfego marítimo entre a Escócia e a Europa permitiu que a literatura luterana fosse contrabandeada para dentro do país. Autoridades da igreja ficaram alarmadas com esta “heresia”, e tentaram suprimi-la. Patrick Hamilton, um declarado protestante convertido, foi queimado vivo em 1528.
No início dos anos de 1540, Knox conheceu a influência de reformadores convertidos, e sob a pregação de Thomas Guilliame se juntou a eles. Tornou-se, então, um guarda-costas do feroz pregador protestante George Wishart, que estava pregando por toda a Escócia.
Em 1546, entretanto, o cardeal Beaton prendeu, julgou, estrangulou e queimou Wishart. Em resposta, um grupo de 15 nobres protestantes invadiu o castelo, assassinou Beaton e mutilou seu corpo. O castelo foi imediatamente cercado por uma frota de navios franceses (a França católica era aliada da Escócia). Embora Knox não fosse co-responsável pelo assassinato, ele o aprovou, e durante um furo no cerco, se juntou ao grupo sitiado no castelo.
Durante um culto protestante em um domingo, o pregador John Rough falou sobre a eleição de ministros e publicamente pediu a Knox que assumisse a função de pregador. Quando a congregação confirmou o chamado, Knox ficou abalado e foi às lágrimas. Ele declinou, a princípio, mas finalmente se submeteu ao que sentia ser um chamado divino.
Foi um ministério curto. Em 1547, depois de o castelo de St. Andrews ser cercado mais uma vez, ele finalmente cedeu. Alguns de seus ocupantes foram presos. Outros, como Knox, foram mandados para as galés como escravos.
Pregador viajante - Dezenove meses se passaram antes que ele e outros fossem libertados. Knox passou os cinco anos seguintes na Inglaterra e sua reputação como pregador cresceu muito. Mas quando a católica Mary Tudor assumiu o trono, ele foi forçado a fugir para a França.
Ele foi até Genebra, onde encontrou João Calvino. O reformador francês o descreveu como um “irmão… trabalhando com energia pela fé”. Knox, de sua parte, ficou tão impressionado com a Genebra de Calvino que a chamou de “a escola mais perfeita de Cristo que esteve sobre a terra desde os dias dos apóstolos”.
Knox viajou então para Frankfurt am Main, onde se juntou a outros protestantes refugiados – e rapidamente entrou em controvérsia. Os protestantes não conseguiam concordar com uma ordem de culto. As discussões tornaram-se tão acaloradas que um grupo abandonou uma igreja num domingo, recusando-se a cultuar no mesmo prédio que Knox.
De volta à Escócia, os protestantes estavam redobrando seus esforços e congregações estavam se formando por todo o país. Um grupo, que veio a ser chamado de Os Senhores da Congregação, votaram para fazer do protestantismo a principal religião da Terra. Em 1555, eles convidaram Knox para retornar à Escócia para inspirar a tarefa da reforma. Ele passou nove meses pregando extensiva e persuasivamente na Escócia antes de retornar à Genebra.
Golpes furiosos - Mais uma vez longe de seu lar, ele publicou alguns de seus tratados mais controversos: em sua Admonition to England [Admoestação à Inglaterra], rancorosamente atacou os líderes que permitiram ao catolicismo voltar à Inglaterra. Em The First Blast of the Trumpet Against the Monstrous Regiment of Women [O primeiro toque da trombeta contra o regime monstruoso das mulheres], argumentou que uma governante mulher (como a rainha inglesa Mary Tudor) era “mais odiosa na presença de Deus” e que ela era “uma traidora e se rebelava contra Deus”. Em Appellations to the Nobility and Commonality of Scotland [Apelos à nobreza e à plebe da Escócia], estendeu às pessoas comuns o direito – na verdade a tarefa – de se rebelar contra governantes injustos. Como ele disse a rainha Mary da Escócia mais tarde: “A espada da justiça pertence a Deus, e se os príncipes e governantes deixarem de usá-la, outros o farão.”
Knox retornou à Escócia em 1559, e mais uma vez emprestou suas habilidades formidáveis de pregação para aumentar a militância protestante. Poucos dias após sua chegada pregou um sermão violento em Perth contra a “idolatria” católica, causando tumulto. Imagens foram esmagadas e templos religiosos destruídos.
Em junho, foi eleito ministro da igreja de Edimburgo, onde continuou a exortar e a inspirar. Em seus sermões, sempre gastava meia hora calmamente fazendo a exegese de uma passagem bíblica. Então, quando aplicava o texto à situação escocesa, tornava-se “ativo e vigoroso” e esmurrava o púlpito violentamente. Disse um homem que tomava notas: “Ele me fez sacudir e tremer de um modo que eu não podia segurar a caneta.”
Os Senhores da Congregação ocuparam militarmente mais e mais cidades, de modo que finalmente, no tratado de Berwick de 1560, ingleses e franceses concordaram em deixar a Escócia (os ingleses, agora sob o reinado da protestante Elizabeth I tinham ido ajudar os escoceses protestantes; os franceses estavam ajudando o grupo católico). O futuro do protestantismo na Escócia estava garantido.
O Parlamento ordenou que Knox e cinco outros colegas escrevessem uma Confissão de Fé, o Primeiro Livro da Disciplina e o Livro da Ordem Comum — os quais colocaram a fé protestante na Escócia de um modo distintamente calvinista e presbiteriano.
Knox terminou seus anos como pregador na igreja de Edimburgo, ajudando a moldar o protestantismo na Escócia. Durante esse tempo, escreveu History of the Reformation of Religion in Scotland [História da reforma da religião na Escócia].
Embora permaneça um paradoxo para muitos, ele claramente foi um homem de grande coragem. Alguém, diante da sepultura aberta de Knox, disse: “Aqui jaz um homem que nunca lisonjeou nem temeu nenhuma carne.” O legado de Knox é grande: seus filhos espirituais incluem cerca de 750 mil presbiterianos na Escócia, 3 milhões nos Estados Unidos e muitos milhões espalhados pelo mundo todo.

Fonte: Portal CRISTIANISMO HOJE - www.cristianismohoje.com.br/