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sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Exposição missionária Indígena do Rev. Ronaldo Lidório


O Cenário Indígena Brasileiro e a Atuação Missionária Evangélica

Por  Rev. Ronaldo Lidório 
(Missionário da APMT e da AMÉM no Amazonas)
ronaldo.lidorio@terra.com.br

Vivemos em um país onde há oficialmente 257 etnias indígenas perfazendo uma população aproximada de 700.000 pessoas. Segundo o pesquisador Paulo Bottrel apenas 4 etnias (Katuena, Mawayana, Wai-Wai e Xereu) possuem a Bíblia completa em seus idiomas, 34 dispõe do Novo Testamento e outras 59 contam com porções bíblicas. Apesar das 25 Agências Missionárias que bravamente atuam entre os índios em nosso país, ainda contamos com um vasto campo que necessita do evangelho: 103 grupos permanecem sem presença missionária e 180 não possuem uma igreja local entre eles.

É certo que o desafio vai muito além das estatísticas e das palavras, pois é composto por faces, vidas, histórias e culturas milenares as quais tem sofrido ao longo dos séculos a devassa dos conquistadores, a forte imposição sócio-economica, etnofagias e perdas culturais irreversíveis.

Em meio a todo este quadro há gritante necessidade de homens e mulheres que se disponham a encarar a transmissão do evangelho valorizando o homem e sua cultura dentro de uma esfera de compreensão lingüística e aplicabilidade social, o que envolve o ultrapassar de várias barreiras. Uma delas é o estudo, registro, preservação, uso e valorização das línguas maternas.

O Apelo das Minorias

No contexto sul-americano nosso país possui a maior densidade lingüística e diversidade genética e, paradoxalmente, uma das menores concentrações demográficas por língua falada. As 185 línguas indígenas são distribuídas em 41 famílias, dois troncos e uma variedade desconhecida de línguas isoladas . Em meio a esta gritante diversidade apenas 3 etnias (Tikuna, Kaingang e Kaiwá) possuem mais de 20.000 pessoas e a média de falantes por língua é de 196 pessoas. 53 povos têm menos de 100 indivíduos e há aqueles com menos de 10 representantes como os Akunsu, com 7 pessoas, os Arua com 6 e os Juma também com 7 indivíduos. Quando pensamos em grupos indígenas nos confrontamos com a realidade de povos minoritários.

Nos anos 80 pesquisadores do Museu Goeldi encontraram os dois últimos falantes do Puruborá. Em 1995 foi identificado um grupo arredio como sendo falante do até então desconhecido Canoê e Pierre Grenand reconhece a existência de 52 grupos ainda sem contato com o mundo exterior cujas línguas não foram estudadas, praticamente todas minoritárias.

O Brasil evangélico não indígena, por sua vez, experimenta desde os anos 80 um rápido crescimento tanto em número de templos como de convertidos, motivo de louvor a Deus. Isto por outro lado têm nos levado a desenvolver uma missiologia mais pragmática, que cultua os resultados, do que Escriturística, que valoriza a obediência à Palavra. Assim, tanto a expectativa missionária por parte do corpo evangélico nacional quanto a prática no plantio de igrejas valoriza o quantitativo. E isto não será encontrado no universo indígena pois a conversão de toda uma tribo pode representar, em alguns casos, apenas uma dúzia de pessoas. Precisamos ser relembrados do desejo de Jesus: tornar-se conhecido dentre todos os povos, tribos línguas e nações da terra e isto jamais acontecerá enquanto não evangelizarmos os grupos minoritários. Precisamos de uma Igreja apaixonada por Jesus e disposta a gastar tempo e recursos no preparo de seus obreiros a fim de fazer o evangelho de Cristo conhecido entre todos os povos, também os minoritários. É preciso encarnar a conceito bíblico sobre o valor de uma alma. Vale mais que o mundo inteiro.

O Apelo da Subsistência Lingüística

Michael Kraus afirma que 27% das línguas sul-americanas não são mais aprendidas pelas crianças. Significa que um número cada vez maior de crianças indígenas perde seu poder de comunicação a cada dia. Isto possui raízes diferenciadas que vão desde a imposição socioeconômica nas tribos mais próximas dos vilarejos e povoados até a falta de uma proposta educacional na língua materna, fazendo-os migrar para o Português ou outra língua indígena predominante na região. 

Rodrigues estima que, na época da conquista, eram faladas 1273 línguas, ou seja, perdemos 85% de nossa diversidade lingüística em 500 anos. Luciana Storto delata uma crise sociolingüística no estado de Rondônia onde 65% das línguas estão seriamente em perigo por não serem mais usadas pelas crianças e por terem um numero pequeno de falantes.

Precisamos perceber que a perda lingüística está associada a perdas culturais irreparáveis como a transmissão do conhecimento, formas artísticas, tradições orais, perspectivas ontológicas e cosmológicas. Perde-se também a ponte de comunicação para um pleno entendimento do evangelho. No processo de perda lingüística e migração para o Português, os grupos indígenas normalmente passam por um processo de adaptação quando não possuem mais fluência na antiga língua materna e também não aprenderam o suficiente do novo idioma, para uma comunicação mais profunda. Este é um momento de perigo e perdas quando a identidade indígena é auto-questionada, seus valores substituídos e, sobretudo, seu poder de comunicação diminuído. A presença missionária catalogando, analisando e registrando a língua indígena a valoriza perante seu próprio povo e abre caminho para sua preservação. O evangelho, assim, não apenas responde os questionamentos da alma mas contribui para a sobrevivência cultural.

O Apelo da Tradução Bíblica

‘Se Deus nos ama, porquê Ele não fala a nossa língua ?’  Estas palavras impactaram a mente de William Cameron Towsend quando trabalhava com o povo Cakchiquel da Guatemala desde 1919. Após ser despertado para a necessidade de comunicar o evangelho na língua materna de cada povo ele se dispôs a fundar a SIL (Sociedade Internacional de Lingüística) que atua perseverantemente na tradução das Escrituras. Mas esta não é apenas uma preocupação moderna. Martinho Lutero, reformador protestante, percebeu rapidamente a incapacidade da Igreja conhecer a Deus sem conhecer a Palavra e, assim, lançou em 1534 a primeira edição da Bíblia por ele traduzida, e em linguagem comum alemã.

A força missionária tem sido ao longo das décadas um divisor de águas na subsistência das línguas indígenas brasileiras sob o esforço da SIL , Missão Novas Tribos do Brasil, ALEM e JOCUM, além de outras Agências que bravamente se empenham nesta tarefa. Apesar do contigente missionário ser formado em maior parte por Brasileiros, devemos reconhecer que os resultados historicamente obtidos nesta área advém do esforço de muitos preciosos linguístcas estrangeiros que valorosamente trabalharam e trabalham na análise e grafia lingüística, e tradução da Palavra para vários idiomas, como o caso do missionário Robert Hawkins que dedicou 54 anos de sua vida traduzindo a Bíblia completa para a língua Wai-Wai. Louvado seja Deus.

O presente apelo é por mais obreiros (estrangeiros, brasileiros e indígenas), que tenham desejo de se esmerar no estudo lingüístico e se preparar da melhor forma possível para transmitir o evangelho para estes 180 grupos onde ainda não há, entre eles, uma igreja genuinamente indígena.

Conclusão 

Alguns anos atrás, quando estávamos integralmente envolvidos com a evangelização dos Konkombas em Gana na África, participei de uma conferência em Chicago onde se reuniam missiólogos e missionários de boa parte do mundo. Muitos temas eram estudados mas sobretudo havia oportunidade para desafios missionários nas preleções da noite. Em minha sessão, falando sobre povos ainda não alcançados, tentei confrontar o auditório com um silogismo bíblico de responsabilidade na comunicação do evangelho dizendo: ‘... em Gana a Igreja fortemente expressiva no sul do país ainda não se despertou para as quase 100 tribos não alcançadas ao norte, dentre elas os Konkombas-Bimonkpeln com os quais trabalhamos. Infelizmente ainda é necessário o envio de missionários estrangeiros para o alcance das tribos ao norte porque a Igreja dorme’.

Na preleção a seguir um norte americano falaria sobre o desenvolvimento de igrejas autóctones. Ele iniciou seu sermão mais ou menos da seguinte forma: ‘Fui missionário por mais de 20 anos na Amazônia brasileira entre indígenas ainda não alcançados, pois apesar da existência de milhões de evangélicos naquele país não havia missionários suficientes. Isto porquê a Igreja dorme’. 

Apesar do constrangimento reconheci, infelizmente, que suas palavras não estavam tão longe da verdade. É preciso mudar.
(Fonte: Site do autor - www.ronaldo.lidorio.com.br)

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Reflexão do Rev. Eraldo Gueiros - 1Co.9:16

“ ...ai de mim se não anunciar o evangelho!”        1Co. 9:16b

Por Rev. Eraldo Gueiros
Reflexão escrita em 06/11/09
Fico às vezes pensando nas inúmeras coisas que fazemos, sem saber que conseqüências elas trarão sobre nós. Pessoas que costumam comprar óculos escuros no comércio popular podem não perceber de imediato algum prejuízo, na verdade, percebem apenas a vantagem no bolso, essa é imediata. Mas no futuro não saberão responder talvez, o porquê do surgimento de tantos problemas na visão.
Com os alimentos é a mesma coisa. Quantas coisas deliciosas, gordurosas, doces, calóricas, que de imediato só produzem prazer quando ingeridas, mas que lá na frente, produzirão fragilidades à saúde, às vezes, irreversíveis. Poderíamos fazer uma lista sem fim de coisas que fazemos hoje, sem ter idéia do que nos custará amanhã. Algumas até sabemos, mas fingimos que não.
Creio que em alguns aspectos da vida espiritual ocorre o mesmo princípio. Alguns inclusive estão bem evidentes na Palavra de Deus, como por exemplo: 1Pe.3:7b, quando o apóstolo fala sobre relacionamento conjugal sem entendimento, que bloqueia as orações; ou ainda Mc.14:38, o princípio da vigilância e oração ensinado por Jesus para vencer as fraquezas da carne; e tantos outros. Nesses casos citados, está evidente o resultado de quem agir contrário ao princípio bíblico.
A vantagem de ser pastor de uma mesma igreja por muitos anos, é que isso nos dá uma certa sensibilidade para analisar os casos que nos chegam nos gabinetes. Pessoas que questionam o porquê de certas adversidades que enfrentam, visto, estarem em boa comunhão com Deus, envolvidas na obra, e tantas outras argumentações.
Boa parte delas se esquecem das decisões tomadas lá traz. Das escolhas que fizeram, mesmo muitas vezes, tendo sido advertidas em gabinetes. Elas simplesmente esquecem que aquilo que lhes deram prazer no passado, hoje lhes cobram amargos prejuízos. As adversidades não são somente conseqüências do presente, mas do passado também. Elas não lembram, mas às vezes o pastor lembra!      
Isso sempre está na minha mente quando leio essa passagem do apóstolo Paulo. “Ai de mim”, o que estaria na mente de Paulo? Que prejuízos Paulo queria evidenciar para a igreja de Corinto, caso eles não se apercebessem de sua omissão com a pregação?
A negligência na pregação do evangelho nos trará muitas infelicidades, pode ter certeza. Porque aquilo que está na prioridade da agenda de Deus, não pode ser tratado como uma atividade qualquer. Não há desculpas para se justificar a falta de tempo ou oportunidade para o evangelismo. Fiquei frustrado ao ouvir num congresso de pastores da minha denominação, que uma pesquisa realizada entre os nossos seminaristas, destacava que 89% diziam não possuir o dom do evangelismo, mais o de ensino.
Não importa saber exatamente no que Paulo pensava, somente que haverá conseqüências que podem ser evitadas, se assumirmos o desafio diário de anunciar o evangelho do Senhor Jesus.

Evento: 2ª Festa das Nações do SPN


Queremos repassar para você uma grande oportunidade para abençoar a sua igreja e despertar os seus jovens.
Vai acontecer a 2ª Festa das Nações do SPN, coordenada pelo meu amigo Rev. Marcos César.
Será no dia 19/11.
Posso dar aqui o meu testemunmho pessoal acerca da 1ª Festa.
Tive um grupo modesto de jovens da nossa igreja que participaram, e eles voltaram encantados.
Um deles por sinal, o Ivan, tem se empenhado para provar o seu desejo de ser um missionário.
Esse ano, levaremos um contingente maior.
Divulgue essa programação.


Rev. Eraldo Gueiros

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Reflexão do Rev. Eraldo Gueiros - Mateus 13:3

“E falou-lhes de muitas coisas por parábolas, dizendo: Eis que o semeador saiu a semear...”  Mateus 13:3

Por Rev. Eraldo Gueiros
Secretário Sinodal de Missões do SSC/IPB
 
Já ouvi muitos sermões e estudos acerca da parábola do Semeador. É fato que cada um delas trouxe uma boa contribuição para a melhor compreensão do texto. Lembro que antes de pensar em ir para um seminário, eu já tinha uma idéia simples mais objetiva do texto. Os anos se passaram, mas ela continuou firme: Nossa missão é semear sem olhar a quem e a aonde!
Escuto pessoas dando mais motivos para não evangelizar ali ou acolá do que para evangelizar. Os motivos são variados: Não devemos fazer assim; não devemos buscar aquele ambiente; Não é aquele público alvo; Se fizermos outra igreja será beneficiada; Não estamos preparados para encarar esses desafios; e por ai vai!
Penso que a Parábola deixo claro 3 verdades absolutas:
Primeiro, é que eu não tenho a capacidade de avaliar eficientemente o solo para justificar se é válido ou não semear ali. O Semeador da Parábola não fez distinção dos solos, ele simplesmente saiu para semear e as sementes foram caindo.
Segundo, não foi dado ao Semeador a responsabilidade de frutificar a semente, apenas a de semear. O vento sopra aonde quer, é o próprio Deus que nos surpreende fazendo suas sementes frutificarem aonde ele considera solo fértil.
Terceiro, a parábola não determina a ineficiência da semeadura em solos rochosos ou espinhosos. A Parábola deixa claro que se aonde a semente cair, ela vai de alguma forma frutificar. Ela mostra que alguns solos serão mais difíceis de manter a semeadura, mas a palavra nunca voltará vazia.
Conheço muitas pessoas que tiveram seu primeiro contato com o evangelho quando estavam em solos assim (muito espinhos ou rochosos), de forma que no primeiro momento, a semente demorou para se consolidar, mas com o passar do tempo, com algum sofrimento e muita perseverança, ela finalmente cresceu e frutificou. Aleluia!
Nossa maior preocupação tem de ser a negligência da semeadura e não o solo! Não podemos desviar o foco principal de nossos ministérios, nem sobrecarregar nossa agenda eclesiástica com programações secundárias, que terminam por roubar nosso tempo de semear em vidas que não conhecem o Senhor.
Use melhor o seu tempo, e aonde estiver e diante de quem for, pregue a Palavra!
Que Deus te dê uma excelente semana de evangelização!

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Pastor Yousef Nadarkhani livre da sentença de morte!

Amados, embora não saibamos exatamente como as coisas devam transcorrer, devemos louvar a Deus pela anulação da sentença de morte. Agradeço a todos os irmãos que se uniram a nós nessa luta, em oração e ação. Deus abençoe a todos vocês. Mas lembro que as orações ainda não devem cessar, pois o caso não foi encerrado.
Leiam na íntegra a matéria publicada no site da Portas Abertas assinada pelo Christian Post.

Embaixada Afirma que Pastor Nadarkhani Está Livre da Senteça de Morte

O caso do Pastor Yousef Nadarkhani, 34 anos, foi levado à Assembleia Geral de Assuntos Sociais da ONU. Ele foi condenado a pena de morte pelo governo do Irã, em setembro deste ano, com a acusação de ter abandonado a religião islâmica. A acusação é devido a conversão de Yousef ao Cristianismo, quando ele tinha 19 anos de idade.
O representante do “Comitê de Assuntos Humanitários”, Ahmed Shaheed, pediu ao Governo do Irã que libertasse o Pastor: “Estamos particularmente perturbados por uma recente decisão do Supremo Tribunal (do Irã) de ter sustentado uma sentença de morte para Yousef Nadarkhani, um pastor protestante que supostamente nasceu de pais muçulmanos, mas se converteu”. O pastor foi detido em 2009, quando tentava registrar a sua igreja na cidade. A Embaixada do Irã no Brasil informou que o Pastor Yousef Nadarkhani está livre da sentença de morte, mas continua preso.
Sua primeira condenação à morte aconteceu em 2010, mas a Suprema Corte do Irã interveio e conseguiu adiar a sentença. Ao ser revisto, o processo resultou na mesma condenação ao fim do sexto dia de audiência. O pastor pode ser solto caso se converta, mas ele se recusa a negar a sua fé.
Apesar da Embaixada do Irã ter anunciado que ele está livre da pena de morte, o seu futuro é incerto. O Centro Americano de Lei e Justiça, ACLJ, informou recentemente que o Serviço Secreto do Irã estaria oferecendo livros e folhetos muçulmanos ao Pastor, mas suspeita-se que a intenção não seja apenas de tentar convertê-lo, mas de fazer com que ele ofenda o Islamismo, para ter provas de que ele desrespeitou a religião oficial do país e executar a pena de morte.
Outro caso de Cristão executado por questões religiosas no Irã que teve repercussão mundial foi o do Pastor da Assembleia de Deus, Hossein Soodmand, em 1990. O informativo de 2010 de Liberdade Religiosa no Mundo afirma que cerca de 350 milhões de Cristãos sofrem perseguição ou discriminação, e 200 milhões destes correm risco de morte.
(FONTE: blog da Mis. Tatiana Santos - tatianasantos.wordpress.com)

Carta do Pastor Yousef: “Arrepender-se significa voltar atrás…”

04/10/2011

O site Entre Cristianos divulgou uma carta escrita pelo Pastor Yousef dirigida à sua congregação:
“Graça e paz a vós outros, da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo.” Filemom 1:3
“Portanto, também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas, desembaraçando-nos de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta, olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus.” Hebreus 12:1-2
Quando alguém interioriza a revelação da Verdade, essa pessoa está disposta a compartilhar isso com outros e também com as gerações futuras. Estamos endividados com todos aqueles que, no passado, lutaram pela Verdade, permitindo a nós o livre acesso a essa gloriosa revelação de Jesus Cristo. Aqueles crentes entenderam muito bem as riquezas e a formosura da revelação, e estavam muito dispostos a continuar firmes para poder entregar o fruto da revelação. De que maneira nós podemos levar semelhante fruto para a vida eterna? Depende do que escolhemos.
“Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores.” Salmos 1:1
Segundo, é questão de abrir os nossos ouvidos para a Voz do Espírito que nos fala por meio da Palavra de Deus, como está escrito: “Antes, o seu prazer está na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite” Salmos 1:2.
O fruto da comunhão com o Senhor, através da Sua Palavra vivificadora, é estabilidade nesta vida e fruto eterno que outros levam em suas vidas; bem como nos dizem as Escrituras: “Ele é como árvore plantada junto a corrente de águas, que, no devido tempo, dá o seu fruto, e cuja folhagem não murcha; e tudo quanto ele faz será bem sucedido” Salmos 1:3.
“Vem”. Muitas pessoas admiram Jesus como um modelo único a quem seguir. E, por muitas gerações, muitas pessoas quiseram chegar a ser como Ele. Jesus não veio para ser admirado, mas para bem mais, para nos dar um modelo perfeito ao qual seguir. Se desejamos ser como Ele, precisamos dar um passo de fé, igual a Pedro. Quando o apóstolo viu o seu Senhor caminhando sobre o mar furioso, pediu que pudesse caminhar até Ele sobre as águas. Jesus disse: “Vem”.
Todo aquele que está disposto a seguir o Senhor deveria ter escutado, de alguma maneira, a este comando, aparentemente urgente: “Vem”, um comando que implica um ato de fé, que em ocasiões é conhecido como “salto de fé”. Como está bem claro nas Escrituras, o que podemos ver não é fé, já que a fé da Bíblia está definida como: “Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem” Hebreus 11:1.
Temos que decidir, “apesar de”, para que então possamos experimentar o poder de Deus. Mas temos que lembrar que tudo tem que ser feito conforme a Palavra de Deus. Pedro não experimentou a possibilidade de caminhar sobre a água por ter decidido sair do barco, mas devido à Palavra, o comando do Senhor.
A Palavra de Deus nos diz que devemos aguardar dificuldades, sofrimento e desonra por causa do Seu Nome. Nossa confissão cristã não é aceitável se, por acaso, ignoramos essa declaração, se não manifestamos a paciência do Senhor em nossas dificuldades. Qualquer pessoa que ignora isso será envergonhado naquele dia.
Recordemos que, às vezes, esse salto de fé nos leva a um impasse; assim como a Palavra guiou os israelitas, quando saíam do Egito, até o impasse do Mar Vermelho. Esses impasses estão no meio do caminho, entre as promessas de Deus e seus cumprimentos, e nos provam a fé. Crentes devem aceitar essas provas como parte de seu cursinho espiritual. O Filho foi provado no Calvário da maneira mais difícil, como está escrito nas Escrituras:  ”Ele, Jesus, nos dias da sua carne, tendo oferecido, com forte clamor e lágrimas, orações e súplicas a quem o podia livrar da morte e tendo sido ouvido por causa da sua piedade, embora sendo Filho, aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu” Hebreus 5:7-8.
O clamor: “Eli, Eli, lamá sabactâni?” é o suficiente para expressar os sofrimentos do nosso Senhor no Calvário. Por trás desse clamor de angústia, podemos identificar a grande fé que o levou a aceitar a vontade do Pai. Sim, porque Ele sabia que Deus não permitiria que Seu santo visse corrupção e que Ele ressuscitaria dentro de 3 dias. Mas além do poder da morte, o Senhor percebia o poder vitorioso da ressurreição. Não preciso escrever mais nada a respeito da base de fé. Recordemos que muito além dos sofrimentos formosos ou dolorosos, só permanecem três coisas: Fé, Esperança e Amor.
É muito importante que crentes se certifiquem de qual tipo de Fé, Esperança e Amor permanece. Somente o que recebemos conforme a Palavra é o que permanece para sempre. Encorajo vocês a viverem da maneira digna segundo a santa vocação da Palavra. Que os crentes, que são herdeiros da glória, sejam exemplos para outros para que assim sejam testemunhas do poder de Cristo para este mundo e o vindouro. Rogo a vocês que vivam conforme a Palavra de Deus para, assim, expulsar os poderes das trevas que, por sua vez, geram dúvidas em seu coração.
A fé vencedora que expulsa as dúvidas vem por escutar a Palavra de Deus. Só uma igreja baseada nos ensinamentos do nosso Senhor Jesus Cristo permanecerá, porque é fora dos limites da proteção da Palavra de Deus que o destruidor está destruindo. Guardemos o Seu Santo Testemunho.